Contos & Crônicas

Indy Gear

Curitiba 2008.Eis que um nerd, louco por Indiana Jones, sai da estréia da sequência #4 (e o reino da caveira de cristal),com a cabeça explodida e seguido ao lado de seu pai.

-Já fizemos o pedido né?risos tomam conta da conversa sobre ansiedade de que um “equipamento” essencial para qualquer Indy fan.

Por uma tortuosa espera de pouco mais de um mês, chega em sua casa um pacote grande do correio, digo, gigante.Seria um bolo surpresa, uma caixa cheia de antrax? wathever…era o chapéu!

Tã tã tã tãããã tã tã tããã….modelo social 06, cor pino.

-É o chapéu!Sem aguentar depois de um mês de espera,pega a jaqueta de couro.

Da uma boa olhada no chapéu, analisando cada centímetro do pêlo de lebre moldado no eterno formato híbrido de outback australiano/social, prestando atenção em cada dobra e curva idêntica ao do utilizado no filme.Era por volta das 17:30-18:00, com a jaqueta de couro, toma o chapéu, faz a dobra da aba na frente para baixo, afina a “crown” e sai para ver como é a sensação de se andar com uma jaqueta de couro preta e o chapéu mais do q conhecido, com certeza famoso e para ver a reação das pessoas na rua perante obra prima da chapelaria.

Sem saber oq mais poderia fazer com o artigo indy, pensa “Que pena que o filme não esta mais passando no cinema.”na esperança de que poderia ser o único nerd de Curitiba a ir ver o filme com o chapéu do Indiana Jones, dispensando a vergonha que tem.Oque poderia fazer, pegar qualquer objeto similar a um chicote e sair por aí pirando?Freak demais.Não, péssima idéia.Os olhares ao artefato na cabeça são incríveis como se toda aquela mágica do filme se transpusesse para a vida real e ver o ícone em pêlo e feltro andando em algum maluco.

Em outra ocasião em que foi “solicitada” a presença do ilustre chapéu,no caminho um piázinho de no máximo 6 anos, olha com aquela emoção e fala para sua mãe que o acompanha:

-Olha mãe, o Indiana Jones!

A mãe do pequeno fã do Dr.Jones, pergunta ao nerd se poderia tirar uma foto.A vergonha e a cara fechada dos curtibanos que se encontravam neste encontro foram descartados e submetida a um flash que marca um momento surreal e mágico.Com simpatia e com o pensamento de que ninguém o poderia reconhecer posteriormente, fala ao garotinho:

-A verdadeira arqueologia se faz dentro da biblioteca…ou não!

A mãe agradece a foto e explica o explícito fascínio do filho pelo herói que ao invés de uma capa preta, usa uma jaqueta e ao invés de uma máscara, usa um chapéu.Não muito tempo depois este nerd trajado, segue a um encontro etílico, o primeiro encontro nerd de curitiba para conhecer outros de sua espécie, moradores desta cidade em que muitos momentos se quebram o paradigma e estereótipo de curitibanos e também dos nerds como um todo.

por: V.

~ por gvenske em Julho 25, 2008.

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